Categorias: Malta, Viagens
Tínhamos decidido, que iríamos tirar um dia para fazer uma actividade mais relaxada, onde pudéssemos descansar e apanhar um pouco de sol, pelo que uns dias antes marcamos um cruzeiro que nos iria levar a Gozo e Comino.
Assim, por volta das 09:00 da manhã, já aguardávamos pela nossa carrinha, que nos iria levar até ao cais de Sliema, onde partiríamos a bordo de uma gulet turca chamada Fernandes II.
Infelizmente o sol nasceu encoberto e o vento também decidiu dar um ar da sua graça, pelo que durante a manhã os banhos de sol foram quase inexistentes e nem sequer se punha a hipótese de ir dar um mergulho no mar.

Apesar de tudo, a viagem é bastante agradável, sendo possível apreciar as falésias e enseadas que se distribuem por toda a costa da ilha de Gozo e algumas torres de vigia do tempo dos Cavaleiros de Malta.
A primeira paragem é feita ao largo da Baía de Ramla, onde alguns foram corajosos o suficiente para tentarem um mergulho. Nós preferimos continuar secos e apreciar a paisagem. Ramla é a única verdadeira praia de areia da ilha, contudo uma areia diferente da que estamos habituados: é cor de tijolo.

O almoço foi servido a bordo. Não era mau, tendo em conta que era confeccionado na minúscula cozinha da gulet e por marinheiros, mas também não se pode considerar a melhor refeição que provamos em Malta.
Após o almoço, saímos em direcção a Comino, a ilha mais pequena do arquipélago. Encontra-se a meio caminho entre Malta e Gozo e é praticamente desabitada, tendo como principal chamariz a Lagoa Azul.

O nome que lhe atribuíram não lhe faz justiça. A lagoa não é Azul, é turquesa, esmeralda e cristalina. Aqui, pudemos fazer uma visita, em speed boat, às diversas grutas que rodeiam a lagoa. Sentimos que tinha valido a pena fazermos este cruzeiro, pois a Lagoa Azul é, com certeza, uma das atracções mais bonitas de Malta.
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Dia 3: Blue Grotto e Templos Hagar Qim e Mnajdra
Categorias: Malta, Viagens
Uma vez que em Malta se conduz pela esquerda, optamos por nos deslocar pela ilha de autocarro. Assim, no terceiro dia decidimos meter-nos num autocarro e visitar a Blue Grotto (Gruta Azul) e os Templos Hagar Qim e Mnajdra.
O autocarro tem saída de La Valletta (o terminal principal da ilha) e a viagem demora cerca de duas horas. A Blue Grotto localiza-se perto da aldeia de Wied iz-Zurrieq, que actualmente não é mais do que um aglomerado de lojas para turistas e cafés. O Passeio à gruta é efectuado em pequenas embarcações a motor, que nos levam num pequeno percurso de visita a cerca de seis pequenas cavernas. Sem chegar a ser fabulosa, a paisagem que nos apresentam desperta admiração entre os passageiros da pequena embarcação. A transparência das águas e a sua cor azul turqueza, desperta-nos a vontade de dar um mergulho. Infelizmente não é permitido e a água estava fria… Os antigos habitantes de Malta acreditavam que nestas grutas viviam sereias. Eu, se fosse uma delas, com certeza não perderia uma oportunidade de aqui adquirir um pequeno pedacinho na rocha, de preferência com vista para o azul neon da Blue Window.

Após o almoço, decidimos meter-nos novamente no autocarro, para visitar os Templos de Hagar Qim e Mnajdra. Não podíamos ter decidido pior. Após uma espera de mais de uma hora, na paragem, descobrimos que a deslocação era perfeitamente possível a pé e que apenas demoraria cerca de quinze minutos. Atiramos a irritação para trás das costas, afinal de contas estávamos de férias.

À chegada aos templos, descobrimos que apenas poderíamos visitar o de Hagar Qim, uma vez que Mnajdra encontrava-se fechado para obras de manutenção. Assim seja.
Em pedra calcária (como todos os outros edifícios da ilha), estes monumentos datam de 3600 a 2500 a.C.. Aqui foram encontrados vários artefactos, como a estátua da “Vénus de Malta”, que se pensa ser a representação de uma deusa da natureza ou da fertilidade. Estas estátuas encontram-se, actualmente, no Museu Nacional de Arqueologia. Em Hagar Qim também se destacam um par de altares de pedra, com bonitos motivos decorativos, únicos em Malta.
Apesar do sol ainda ir alto, decidimos voltar para o hotel, pois afinal ainda tínhamos uma viagem de regresso, de cerca de duas horas, o que daria mesmo à justa para nos prepararmos para jantar.
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