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La Valletta, Bugibba e St. Paul’s Bay

La Valletta, baptizada em homenagem ao Grão –Mestre Jean Parisot de la Valletta, após a vitória sobre os Turcos, depois do Grande Cerco de 1565, está ladeada por dois portos naturais, e protegida por um anel maciço de muralhas e bastiões.

Malta09-2008
Dentro das muralhas, descobrimos uma cidade renascentista, cujo centro é a larga Triq Ir- Repubblika (Rua da República), uma rua pedonal, onde encontramos uma multidão constituída por autóctones e turistas, que juntos se passeia pela rua, ora admirando os palácios e igrejas que a ladeiam, ora admirando as montras das lojas por onde passam. Daqui, poderemos partir para visitar o Museu Nacional de Arqueologia, o Palácio do Grão-Mestre, construído no século XVI, para servir de residência do Grão-Mestre da Ordem, sendo actualmente a sede do Parlamento maltês ou a St. John’s Co-Cathedral, cuja entrada lateral (onde está a bilheteira) se encontra mesmo virada para esta rua.

Malta66-2008


A St. John’s Co-Cathedral (Co-Catedral de S. João), consagrada em 1578, é descrita como o primeiro exemplo complete do Barroco superior. Projectada por Gerolamo Cassar, contudo quem se destaca é Mattia Preti, com os seus frescos no tecto e os desenhos esculpidos nas paredes laterais da igreja. Apesar do exterior sóbrio e austero, quase militar, o seu interior é de uma beleza extraordinária, onde por todo o chão encontramos lápides de 400 cavaleiros, todas elas de um mármore colorido, adornadas com o brasão do respectivo ocupante e com símbolos relacionados com a morte.
No Museu da Catedral, encontramos duas obras-primas de Caravaggio, “A decapitação de João Baptista” e “S. Jerónimo escritor”, pintados durante a estadia deste em Malta.

Malta24-2008
Ao sair da catedral, fazemos uma pausa no Café Cordina, o café mais antigo de Valleta, para provarmos um dos seus inúmeros bolos, ou um gelado italiano.

Malta23-2008
As ruas laterais da Triq Ir- Repubblika dirigem-se para o Grande Porto ou, no lado oposto, para o Porto de Marsamxett. Ao vaguearmos entre elas, conseguimos admirar um pouco mais a arquitectura desta cidade… a pedra laranja, as varandas e o pormenor de em cada porta haver um nicho para o santo de devoção do proprietário. Ao deambularmos, observamos também o peso do tempo, a degradação, consequente da II Guerra Mundial, e um certo descuido que levaram ao desgaste da cidade.
Após o almoço, decidimos apanhar o autocarro e ir em direcção a St. Paul’s Bay e Bugibba. Pelo caminho, ainda passamos por Mosta, onde encontramos a Igreja da Nossa Senhora da Assunção, cuja cúpula é considerada ser a terceira maior da Europa e onde se diz ter caído uma bomba durante a II Guerra Mundial, quando a igreja estava cheia. Segundo a história, a bomba não rebentou, poupando assim toda a população de Mosta.

Malta17-2008

Apesar de ter sido aqui que S. Paulo deu à costa, após um naufrágio em 60 d.C., St Paul’s Bay e Buggiba, na nossa opinião, não passam de zonas altamente turísticas, pejadas de lojas de souvenirs e empreendimentos hoteleiros. Na promenade de Biggiba, encontramos um Escocês, igualmente de férias, a quem perguntamos pela praia, tendo a conversa sido direccionada para destinos de férias paradisíacos, Glasgow, Porto e até o Algarve. Disse-me que St Paul’s era “a beautyful, beautiful Bay” mas, infelizmente, Andrew vou ter que discordar contigo.

Relacionado:
Site Oficial da St. john’s Co-Cathedral
Dias 01 e 02 em Malta: Fotos de La Valletta, Bugibba e St. Paul’s Bay no Flickr
Dia 01: Malta

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