Fim-de-semana em Viseu
Terra do Rei D. Duarte, as origens de Viseu perdem-se no tempo. Assumiu grande importância durante a ocupação romana, tendo sido o último reduto da Península a ser conquistado por este povo. O exército de Viriato, terá defendido o seu reduto até à morte, fazendo assim nascer o mito da Lusitânia e de um dos heróis nacionais.
Banhada pelo Rio Paiva, encontra-se situada no centro do planalto da Beira, encontrando-se rodeada a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa; a noroeste pela Serra do Arado a sul e sudoeste pelas Serras da Estrela e Lousã e a oeste pela Serra do Caramulo.
Iniciamos a nossa visita no Rossio, onde encontramos um painel de azulejos, da autoria de Joaquim Lopes, representando actividades tradicionais da região – agricultura, pastoreio, vinicultura, etc.
Prosseguimos pela Rua Formosa, na zona comercial da cidade, onde encontramos o Mercado 2 de Maio, antigo mercado municipal, recuperado pelo arquitecto Siza Vieira. Ao virar pela Rua D. Duarte, sentimos que estamos a embrenhar pelo núcleo mais antigo da cidade. A aparência medieval das casas as ruas estreitas transportam-nos de imediato para os séculos XIV a XVI, tempos áureos do comércio e ofícios na cidade. No meio deste casario, somos surpreendidos por uma janela manuelina, mandada rasgar no século XVI.
Entramos na Praça D. Duarte, uma homenagem ao rei de Portugal, e viramos a esquerda, onde encontramos o Adro da Sé.

Local onde se terá iniciado o povoamento da região, é considerado um dos largos mais bonitos do País. Alberga a Catedral, cujo inicio da sua construção terá sido por volta do século XII, tendo sofrido profundas alterações ao longo dos séculos. É um edificio imponente, onde se destacam a magnifica abóbada de nós e o retábulo-mor, barroco.
Junto à Catedral, no antigo Paço dos Três Escalões, encontra-se o Museu Grão Vasco, de visita obrigatória para apreciadores de pintura quinhentistas, pois aqui encontramos várias obras do Mestre Grão Vasco (inclusive o famoso quadro de S. Pedro), seus colaboradores e contemporâneos.
Ainda no Adro da Sé, fazemos uma pequena visita à Igreja da Misericórdia, do século XVIII, e seguimos pela Rua do Arvoredo, de volta ao Rossio. Pelo caminho, cruzamo-nos pela Porta do Soar, uma das entradas que ainda resta da muralha afonsina.
O monumento mais antigo de Viseu, e aquele que desperta mais a imaginação e a fantasia, fica num dos extremos da cidade. Apesar de dever o seu nome ao herói da região, a Cava do Viriato terá sido um ponto de vigia de um acampamento romano, criado provavelmente durante o século I a.C (depois da morte de Viriato). Trata-se de um monumento com cerca de 2km de perímetro e de formato octogonal, hoje ocupado por uma zona verde, que convida mais à descontracção do que a um passeio histórico.


