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República Dominicana – Há um ano atrás…

Há um ano atrás, decidimos experimentar umas férias na República Dominicana. Fartos de ouvirmos falar das praias paradisíacas de areia branca e águas quentes, decidimos meter-nos num avião e experimentar essas sensações maravilhosas de que tanto nos falavam.
Punta Cana
Depois de uma longa espera, e de um atraso de voo, em Madrid, lá seguimos para Punta Cana, onde chegamos já de madrugada. No caminho do aeroporto a estrada de terra era apenas iluminada pelos faróis do autocarro, pelo que estavamos rodeados de total escuridão, pontualmente interrompida pelas luzes de algum resort, aqui e alí.

Punta Cana

No dia seguinte, e com as energias retemperadas por uma boa noite de sono, começamos a explorar o nosso resort e a praia onde nos encontrávamos.
Sim, a areia branca e macia está lá, sim, a água é azul turquesa, contudo substancialmente mais fria do que estava à espera (já experimentei tão melhor!).
Os dias foram passados a ler e a relaxar na praia, ao som do último hit do Omega, vendo um conjunto de americanas ensaiar uma coreografia ajudadas pelo animador, que gritava constantemente um “Ai, ai, ai! Ui, ui, ui!”, em tom entusiasmado.
Punta Cana
A vida o resort era boa, mas não vai ao encontro do que gostamos de fazer nas nossas viagens. Para sair do hotel era bastante complicado, não existe rede pública de transportes, e contaram-nos histórias de tal maneira mirabolantes, que acabamos por desistir da ideia de alugar um carro, e conhecer a região à nossa maneira. O facto do resort estar rodeado de muros cobertos em arame farpado, fez-me ter a sensação que estava num campo de concentração de luxo, apesar do arame estar ali não para me impedir de sair, mas sim de alguém entrar.

Quando temos de nos limitar às excursões, procuramos sempre uma alternativa com um operador local ou “alternativo”, que além de normalmente ter grupos mais pequenos, os valores costumam ser mais baixos. Aqui, isso também não foi possível, tendo-nos limitado a fazer uma excursão (caríssima!) a Santo Domingo, transformando-se na única vez que conseguimos sair do hotel.  
Sempre que o tentávamos fazer, éramos assediados por Dominicanos e Haitianos (a Republica Dominicana divide o território da ilha Hispaniola com o Haiti), que nos tentavam vender de tudo: desde quadros, a roupa, passando por jóias e rum. Se, por vezes, lhes dávamos alguma atenção e ficávamos ali a dar dois dedos de conversa, a maioria das vezes era cansativo e só queríamos que nos deixassem em paz.

Compreendo que, para quem goste de fazer férias de praia, sem preocupações e sem sair do hotel (ou da sua bolha de segurança), a República Dominicana poderá ser um destino fantástico. Contudo para quem, como eu, procura adquirir algum conhecimento, algum contacto com a população local,  a gastronomia local, etc, é um destino bastante complicado e limitado, devido à falta de meios, e ao tipo de turismo que implementou.

IMG_1644Punta Cana

Punta Cana é um extenso areal com 44 km, onde se encontram para cima de 30 hotéis e resorts, todos no tão famoso regime de Tudo Incluído e que, a ver pelas taxas de ocupação é sucesso garantido. Como alternativa, no futuro, poderá surgir uma vertente mais relacionada com o ecoturismo, uma vez que o país possui cerca de 14 Parques Nacionais (aprox. 20% do território), que poderão ser aproveitados para um turismo mais próximo das raízes e cultura dominicana, indo ao encontro de um outro tipo de viajante.

Não posso dizer que não gostei de nada, porque não estava a dizer a verdade, mas pela primeira vez não fiquei triste quando fecharam a porta  e o avião se fez à pista.

Para saber mais: http://www.godominicanrepublic.com/

O Egipto em Madrid

Se me dissessem que existia um templo egípcio em Madrid, eu diria que era impossível e um disparate. Mas, ali estava ele, diante os meus olhos e em perfeito estado de conservação. O Templo de Debod, encontra-se junto ao Parque del Oeste, muito próximo da Praça de Espanha.

Templo Egipcio
Construído no século II a.C., foi doado a Espanha, em 1968, pelo governo Egípcio, como agradecimento pela ajuda prestada na conservação de um dos templos egípcios que estavam em perigo de desaparecer. Com cerca de 2200 anos, este templo foi construído em adoração dos deuses Amón e Isis e foi graças à UNESCO que não ficou totalmente coberto de água, aquando da construção da barragem de Assuão.

Templo Egipcio

Para além do interesse que o edifício tem, a sua localização (rodeado de água, no meio do parque), dá-lhe uma aparência imponente e de grande destaque. Para além disso, daqui é possível ter uma das melhores panorâmicas da cidade de Madrid: o Palácio Real, a Catedral de Almudena, a Casa de Campo, etc. Esta vista, por si só, já vale a pena a visita.

Mais informações: Munimadrid 
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